Há um mês estou mergulhada em textos, sites, revistas, livros teóricos sobre biografias ou biografias propriamente ditas. Quando estou realizando um trabalho que vai levar muito tempo, mergulho de cabeça no tema. E assim está sendo agora. Dei início às entrevistas e às leituras para compor a biografia do editor José Xavier Cortez em setembro, mas, como faço outros traballhos paralelos, precisei desacelerar as coisas nos dois últimos meses de 2008. Não via a hora de chegar janeiro para conseguir conciliar melhor todas as tarefas. Deu certo. Li ótimos livros (além de agendar diversas entrevistas). Aliás, entrevistar pessoas (todas tão diferentes entre si) é, sem dúvida, uma das coisas mais prazerosas desse trabalho. O aprendizado é enorme.

E se durante o dia predominavam as entrevistas, nas noites e finais de semana deste mês, minha atenção era voltava para as leituras. E a melhor delas foi o excelente livro Biografismo – Reflexões sobre as escritas da vida (Editora Unesp, 2008), do jornalista Sergio Vilas Boas. A obra é fruto da tese de doutorado do autor, defendida na USP. Vilas Boas fez um trabalho muito competente, repleto de informações e dicas indispensáveis aos que desejam enveredar pelo universo das biografias. Para mim, o livro se transformou em espécie de Bíblia, de manual para o dia a dia de trabalho. Também adquiri e devorei uma edição especial da revistaEntrelivros, dedicada à questão Jornalismo x Literatura. Os artigos estão fantásticos e o melhor é que, a maioria, acaba resvalando em temas relativos à biografia. Um dos meus artigos preferidos é “O conto-reportagem de João Antônio”, um deleite assinado pelo ótimo Gabriel Falcione, de apenas 24 anos. Já Vilas Boas também assina um texto nesta Entrelivros, intitulado: “Perfil, o gênero nobre do jornalismo literário”.

Na seqüência, li a biografia Maysa, de autoria do jornalista Lira Neto. Fiquei curiosa porque só consegui ver dois capítulos da minissérie e também porque ainda não tinha lido nenhuma biografia do Lira, que faturou o Prêmio Jabuti, em 2007, pela autoria de “O inimigo do rei”, que narra a trajetória do escritor José de Alencar. Adorei a da Maysa. Texto e pesquisa impecáveis. Recomendo vivamente.

E em meio a tudo isso, nunca lembro de colocar o CD da Diana Krall pra tocar (esse que também aparece aí na foto)… Mas agora que deixei o danado aqui perto de mim a moça não me escapa.

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Talvez seja a menor coleção do mundo, mas o que posso fazer? Por onde ando vivo procurando miniaturas de máquinas de escrever, porém, até hoje, só consegui essas da foto acima. Meu xodó é a maior de todas (à esquerda), made in China, que adquiri há uns cinco anos. A segunda também pode ser usada como apontador (essas são as mais fáceis de achar, tenho duas, mas não quis inserir uma repetida aí na foto), a terceira, à direita, consegui comprar na mesma loja da Rua Heitor Penteado, onde comprei a primeira (aquela que disse ser meu xodó). E, finalmente, a menor de todas, na frente, ao centro, ganhei em 2003… É um mimo delicadíssimo, feita de cristal Svarovsky (eu sei… mal dá pra ver na foto, embora eu tenha feito várias tentativas para registrá-la de maneira mais adequada). Tenho um ciúme danado dela e muito medo de que quebre… A bem da verdade, acho que essa miniatura mereceria estar numa estufa mas, como ainda não possuo algo sequer parecido aqui em casa, a fofura de cristal permanece protegida dos esbarrões das minhas crianças, muitíssimo escondida, dentro de uma de minhas gavetas. Tenho esperança de que quando meus filhos tiverem cerca de 25 ou 30 anos eu finalmente possa deixá-la em um lugar de maior evidência. Quem sabe na sala? O importante é ter fé! heheheh

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Ok… Já deu pra ver que eu A-D-0-R-O miniaturas de bonequinhos, bichinhos e afins. Pois é… Sou mesmo doida por elas. E o resultado é que os amigos descobrem e vão me presenteando com mais e mais.

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O interessante é a lembrança associada à cada uma delas. Quem me presentou? De que lugar vieram? De Paris? Da 25 de Março? De Nova York? Da feirinha da Benedito Calixto? Essas da foto acima, por exemplo, têm histórias as mais diversas. E eu adoro olhar pra elas e rememorar suas origens.