A Casa do Sol

A Casa do Sol

A casa do sol Acordei estelar porque ontem atravessei o portal na companhia de um xamã. Do lado de lá, seres elementares nos aguardavam: o sábio senhor do reino, a feiticeira de cabelos de fogo e túnica púrpura, a fada musicista (com instrumentos de corda gravados no...
Gueixa

Gueixa

O Oriente está a cinco passos: moça de olhos puxados, sentada neste café. Mangá jamais desenhado, traço, assim, delineado, estrela nipo-solar. E a luz desse sol poente me invade assim, de repente, instiga meu mar-luar. É quando eu sinto a energia que seu espírito...
A pequena notável

A pequena notável

A primeira vez que trepei (num pé de Seringueira), pensei: “Comigo, ninguém pode”. Eu tinha sete anos e um milhão de sonhos. Subi bem alto. Olhei pro horizonte,   medi o mundo. Achei pequeno demais… Desci cheia de soberba, calcei as chinelas e fui pra casa....
Paixão na Paulista

Paixão na Paulista

Paixão na Paulista Era hora do rush em São Paulo. E eu andava, assim, com meus dilemas. Contra-fluxo de todo sistema. Arremedo de um bom cidadão. Eram seis e trinta de um verão. De uma calor abafado e ardente. E eu suava (ainda inocente) ante tudo que iria viver. De...
Vestido de chita

Vestido de chita

Vestido de chita Sonhei com a cabocla de saia rodada, cirandando com graça e poesia. Tinha o corpo da cor da canela, se vestia de chita e magia. Requebrava tal Rita Baiana e lançava feitiço com o olhar. Mas se queria ferir fundo n’alma: era só um sorriso...
Porto inseguro

Porto inseguro

Porto inseguro Um poema é devaneio. Anseio. Dor de saudade. Navio, assim, à deriva. É gosto de eternidade. Poema é porto inseguro, é grito alto no cais. É partida e é regresso. É também um querer mais. Poesia é mar de palavras. Mergulho na imensidão. Nova explosão do...