por genildomarcelo | mar 22, 2005 | Poesias
Em cada gota uma esperança. Um signo de futuro. Um alimento líquido de fé. Depois de meses de seca, a chuva desaguava generosa, penetrando nas veias do chão batido, bombeando energia vital para o solo – que pulsava num orgasmo múltiplo e feérico. Acima da terra, casas...
por genildomarcelo | dez 22, 2004 | Poesias
Meu corpo está suado. Nas costas, sinto a poeira que insiste em se integrar à minha pele morena. Morena, mas desacostumada de sertão. Tudo aqui é lentidão e vagareza. O tempo se arrasta em minutos triplicados pela força do sol incandescente. Lá fora, a rua se...
por genildomarcelo | dez 22, 2004 | Poesias
Sua lembrança resiste ao sol, ao calor, à poeira… Aqui no sertão, a três mil quilômetros da minha civilização de caos, violência, desordem e alguns progressos, pensar em você é receber uma rajada de vento, uma lufada de ar, o frescor de uma brisa revitalizante....
por genildomarcelo | dez 3, 2004 | Poesias
Da tua pele quero o gosto sagrado e salgado do suor. Tal qual barco à deriva flutuo sem norte sobre você. Fecho os olhos. Sinto o cheiro do mar e mergulho, serena e sirena, nas tuas profundezas… Escuridão que ilumina meu corpo, meu rosto, meus olhos… Ondas...
por genildomarcelo | out 17, 2004 | Poesias
Infância Faz tempo. Era noite de São João. A fogueira feita pelas crianças da rua formava lindas labaredas. Naquela época, eu ainda não havia lido livro algum. Tampouco sabia sobre a simbologia ancestral e mítica do fogo. Estávamos, meninos e meninas, em círculo. E eu...
por genildomarcelo | out 17, 2004 | Poesias
(Em homenagem ao meu pai, Pedro Dantas, que faria 62 anos hoje) A noite em que meu pai morreu foi longa, longuíssima. Eu e minha irmã chorávamos muito, mas nossa dor foi, aos poucos, sendo vencida pelo torpor provocado por uma sucessão de copos de água com açúcar....