por genildomarcelo | jul 8, 2006 | Poesias
Seringueira I A minha infância mora em mim e também naquela árvore. Cada galho, cipó e folha são como extensão do meu corpo. O espírito que está para além das minhas cinzas um dia se deitará sobre ela. Se integrará em seu tronco e recenderá seu aroma amadeirado. É na...
por genildomarcelo | abr 30, 2006 | Poesias
Fechei os olhos e subi aos céus Oceanei na boca de um Deus Humano, mas, muito poderoso Criador de todas as minhas feras E em benefício do meu único vício Que é esse amor (Concebido pelo poder do espírito do encanto Nascido da linhagem das Marias Crescido pela ousadia...
por genildomarcelo | abr 30, 2006 | Poesias
O amor nos tempos da cólera Esperei que ele ligasse. Minha juventude também. Um dia, porém, nós duas nos cansamos. E as dúvidas deram lugar às rugas. Envelheci . Quando, finalmente, ele decidiu me procurar, eu já usava bengala devido à osteoporose . Foi numa tarde do...
por genildomarcelo | set 19, 2005 | Poesias
A primeira vez que vi a poesia ela estava no céu disfarçada de crepúsculo. Nuvens e raios de sol davam-lhe ares de cigana sedutora, daquelas vestidas com longas saias rodadas, vermelhas. Mas era 1974 e aos dois anos de idade nenhuma cigana-crepúsculo era tão terna e...
por genildomarcelo | set 17, 2005 | Poesias
– Ei, moço! Desfaz o nó dessa saudade, antes que eu morra por falta de ar e de amor. E para que eu volte a respirar sem perigo, enlaça minha cintura, me aperta contra o seu peito, vira meu corpo do avesso, rouba meus sentidos, e me prende, solitária, em seu...
por genildomarcelo | ago 19, 2005 | Poesias
O olhar do moço me puxou pra dentro, me engoliu. E eu, sem resistência, me deixei levar. Virei menina dos olhos. Bailarina de retina. Atriz de palco iluminado com piso de cor castanho. Mais cedo ou mais tarde, quando ele chorar, vou me afogar em prantos, eu...