por genildomarcelo | nov 1, 2007 | Poesias
Olhei aquela imensidão (e com alma plena de sertão) eu mergulhei sem pensar… Quando vi, já estava imersa naqueles olhos de mar. Naquelas pupilas-ilhas onde é bom de naufragar. Refúgio para a sereia cuja alma é maré cheia. Espaço em que a moça mítica sempre...
por genildomarcelo | out 25, 2007 | Poesias
(Uma tragédia em três atos) I ATO Tudo estava sereno na terra, até você decidir me deixar. Ao acordar e ver a nuvem vazia, logo entendi: você finalmente desistira de me domar… II ATO Fiquei possessa com a sua covardia e gritei sob a forma de...
por genildomarcelo | out 13, 2007 | Poesias
Um universo verde me invadiu. Estou em Minas. Montanhas me recebem de horizontes abertos e rios correm para me saudar. Mas antes que me alcancem, flerto, obscena, com o barro vermelho (amante feito de matéria macia, substancial…) Ele se lança sobre mim...
por genildomarcelo | out 5, 2007 | Poesias
À memória de Romeu e Julieta, Abelardo e Heloísa Riobaldo e Diadorim Florentino Ariza e Fermina Daza Conheço seus sentimentos Sempre entendi seus motivos E sobrevivo à distância que te afasta, assim, de mim. Mas sei que vivo em seus sonhos Que moro em seus pensamentos...
por genildomarcelo | ago 29, 2007 | Poesias
Quem nunca pecou, que atire a primeira pedra. Esses dizeres me redimem. Retiram de mim o peso da cruz que é seu corpo forte, moldado em rituais e sacrifícios… Ah… A velha culpa cristã… Ela me faz crer que meu desejo é pecado e primo-irmão da...
por genildomarcelo | ago 28, 2007 | Poesias
A João Cabral de Melo Neto Ontem à noite adormeci sobre a Pedra do Sono. Ela me penetrou rija, com volúpia. E eu, que estava fértil, engravidei de palavras. A gestação entrou pela madrugada e foi assistida por anjos. Mensageiros a me povoar os sonhos. Acordei...