por genildomarcelo | out 20, 2006 | Poesias
O vermelho seco do meu verso é denso. Por ele escorre em doce fúria, o pranto. Nele desliza a valsa do lamento, na veia vil que se revela en-canto. No meu salão repleto de tristezas, escuto as árias da melancolia. Danço sozinha em meio às incertezas, que bailam...
por genildomarcelo | out 15, 2006 | Poesias
Vênus de Milo, beleza clássica. Contorno suave, quadris faceiros. Vem requebrando: brejeira, suada, molhada. Em pleno sertão baiano. Cantora lírica, nata. Graves e agudos ecoam no açude quase seco. Supersticiosa. Dengosa. Vem toda prosa. Lenta, cheia de malemolência....
por genildomarcelo | out 8, 2006 | Poesias
(Para Tatá, que faz 10 anos hoje) Tailane Morena (que é nada serena) Tailane Diana dos olhos de índia Chegou de repente Nos trouxe sorrisos Nos tomou de assalto No primeiro ato! Foi como se Deus te mandasse no vento Foi como se a Terra girasse ao contrário Resgate de...
por genildomarcelo | ago 10, 2006 | Poesias
Recuperei a fé porque teus olhos… Cristo! Teus olhos são uma epifania. E eu era tão descrente até deparar com eles… Hoje, devota fervorosa das suas pupilas dilatadas, rezo, ajoelho e rogo pela onipresença deles em minha vida. Suplico pela benção de tê-los...
por genildomarcelo | jul 8, 2006 | Poesias
Seringueira I A minha infância mora em mim e também naquela árvore. Cada galho, cipó e folha são como extensão do meu corpo. O espírito que está para além das minhas cinzas um dia se deitará sobre ela. Se integrará em seu tronco e recenderá seu aroma amadeirado. É na...